A Ordem de Hermes

Antecedente
         Historiadores herméticos escrevem tomos e dissertações inteiras a respeito da formação da Ordem. A maioria concorda que as raízes Herméticas nasceram no antigo Egito, onde a magia nativa e a Cabala Judaica se fundiram numa mística poderosa e numa precisão matemática. Os únicos sacerdotes-feiticeiros da era na Suméria, Babilônia e Egito plantaram as sementes do misticismo com escrita e linguagem. A magia dos símbolos e de seus significados levou para dentro da consciência humana um novo modo de olhar para o universo, um meio de unir e transformar idéias separadas. Os historiadores da Ordem apontam para um par de Arquimagos como a inspiração por trás de Thoth, deus Egípcio da sabedoria, mais tarde chamado de “Hermes Trismegistus” ou Hermes Três-Vezes-Grande pelos Gregos, de quem a Ordem tirou seu nome.
         Das raízes Egípcias, a idéia de cultos misteriosos se espalhou através da Grécia e do Mediterrâneo. Escritos de pensadores como Salomão e Pitágoras infundiam uma combinação de misticismo e precisão nos trabalhos mágicos de vários grupos. Hermes, como um símbolo de comunicação, conhecimento e viagem e boa fortuna, serviu como um patrono popular para tais círculos. Os ideais Thothianos e Herméticos permaneceram dispersos como sociedades alternativas por vários séculos, ocasionalmente emergindo na consciência de grandes filósofos como Platão. A grande virada veio em 332 a.C. com a unificação da maior parte da Pérsia, Grécia e Egito por Alexandre. Deste Império, a viagem e comunicação permitiram a justaposição de vários tipos de Cabalas, Gnosticismos e religiões Persas, criando a primeira combinação reconhecida como uma parte verdadeira da Tradição Hermética.
         Mesmo através do declínio da civilização Helenística, a queda de Roma e similares catástrofes da civilização, a Ordem Hermética teve sucesso. Textos poderosos codificaram alquimia, numerologia, teologia e magia simpática. O Culto de Mercúrio (versão romana de Hermes) realizou magias poderosas em conjunto e espalhou os ideais Herméticos pela nata da sociedade intelectual.
         Eventualmente, a Ordem de Hermes se uniu sob a direção de Trianoma e Bonisagus. Estes fundadores, um político lendário e um pesquisador se uniram para viajar pela Europa reunindo praticantes dos ideais Mercúricos e Herméticos. A habilidade diplomática de Trianoma conquistou muitos adeptos para o grupo, enquanto que a revolucionária parma mágica (escudo contra magia) de Bonisagus permitia que artífices independentes suspeitosos se encontrassem com relativa segurança. Estes líderes mais tarde se tornaram os Primi, fundadores das maiores Casas da Ordem, passando adiante seus estilos mágicos e tradições através de seus aprendizes. A partir dessas linhagens, a Ordem se cristalizou como uma unidade política única, com cada Casa contribuindo e competindo numa sociedade mágica sob a codificação revolucionária de Bonisagus de sua Grande Arte.
         Pelos séculos seguintes, a Ordem experimentou grandes triunfos e derrotas. A Idade das Trevas viu seu auge como conselheiros e místicos protegidos da sociedade e sutilmente influenciando-a. No entanto, seu Grande Experimento acabou em disputas internas, elitismo e um consistente interesse por Infernalismo. Ainda assim, a Ordem se reestruturara, se expandira e adicionara novos grupos mágicos constantemente. Velhas Casas caíram ou foram afastadas. A Druídica Diedne foi destruída sob acusações de que a Casa inteira tinha sido corrompida por demônios. Seus acusadores, os Tremere, mais tarde abraçaram o vampirismo. A Ordem da Razão, em contraparte ao misticismo de Hermes, derrubou muitas cabalas e Capelas Herméticas, mas a Ordem respondeu utilizando seus incríveis recursos e apoios para dar à luz a formação do Conselho das Tradições. A Ordem levou ao reconhecimento das Esferas como o sistema de estudo mágico inter-Tradicional, mas também acabou afastada de sua proeminência desejada dentro do Conselho inexperiente. A Renascença trouxe novas idéias para a Ordem, mas definitivamente indicou seu colapso com uma força pública entre a humanidade. A destruição de muitos bastiões da Ordem forçou os Herméticos a se retirarem da visibilidade diária, até serem eventualmente apagados das páginas da história pela Tecnocracia.
         Através de influência sutil, a Ordem se esforça hoje para introduzir misticismo e segredos da Arte menores na sociedade em massa. Embora longe de um sucesso completo, este projeto ainda produz uma surpreendente quantia de tempo para manobras, especialmente à medida que impressões em massa de trabalhos Herméticos se tornam disponíveis. Pode ser muito tarde para este projeto fazer algo de bom, apesar de tudo. Com a queda de Doissetep, a destruição de Concórdia e a morte ou exílio involuntário da maioria dos grandes Mestres, a Ordem encontra seus professores tradicionais e estruturas ameaçados. Aprendizados que dificilmente seriam contados como Discípulos agora devem treinar Aprendizes com seu conhecimento rudimentar e parcial. Segredos antigos, cuidadosamente acumulados estão perdidos para sempre em muitos casos, enquanto que itens mágicos e poderosos patronos foram destruídos ou trancados pra fora além da Película hostil. Os sobreviventes na Terra só podem esperar lembrarem de seus ensinamentos e aprenderem tudo que eles podem. A Ordem sobreviverá, mas ela pode não ser a mesma Ordem que um dia ela foi.

Fonte : Biblioteca Strauss

Retirado do Livro Mage: The Ascension 3ª Edition, White Wolf, 1999

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